Denso Estado de Levitação

Wild & Free

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Permalink E eu me pergunto, o que sou? O que me tornei depois de você? Pois eu não sou a mesma pessoa. Já não penso da mesma forma que pensava. E eu sinto falta disso. Porque mudar por você? Mudar involuntariamente por você. Como? Como conseguiste?. Depois de muito tempo. Depois de anos adorando a minha feliz solidão. Eis que você aparece. E me faz ter vontade de pertencer a alguém. Pertencer a você. E somente a você.
Permalink As coisas são bem como a minha mãe sempre  me falou: “Nós sempre mudamos o nosso modo de pensar”. É, tudo ta sempre  mudando realmente. Nós estamos em constantes mudanças. Talvez nossos  ideais não mudem tanto assim, pelo menos, não no meu caso. Mas, por mais  incrível que pareça, sinto como se algumas coisas em mim conseguissem  de vez se moldar. E então, moldam-se pensamentos. O tempo passa. E  vai-se perdendo aquelas formas um tanto inocente de sentir raiva,  magoas, afetos. Vai percebendo que certos tipos de coisas (ou  sentimentos) não se devem alimentar. Pelo simples fato de não valer,  realmente, a pena. E não vale mesmo. Depois a gente aprende a não  guardar mais magoas das pessoas. Isso não faz muito bem. Acho que deixar  fluir é bem melhor. Quase sempre. Ou até mesmo “sempre”.
E  o orgulho também. Mesmo que dê um trabalho e tanto, ele deve ser  deixado de lado ás vezes. Não adianta deixar de ser feliz por causa do  “infeliz” do seu orgulho. Afinal, você sabe, e todo mundo sabe, o que  nos faz realmente feliz. Ou o que nos deixa leve. Mas, por favor, não  jogue-o fora, ele vai te salvar de algumas, de vez em quando.O  que deve ser jogado fora, sem mais, é o medo. Esse sim, simplesmente,  livre-se dele. Mais é agora! Tem que ser pra já! Alias, aproveite o  embalo e jogue fora também à maldita da sua “insegurança” ela é inútil.  Pra que ser uma pessoa insegura? Ponha em pratica sua literatura e traga  pra sua vida o “Inutilia truncat”.Se quiser, tatue ele pra nunca  esquecer de “Jogar fora tudo que for inútil”. Foi  isso que eu consegui entender como necessário pra se viver melhor. O  problema é por em pratica. Mas tente! Depois, se você conseguir, me  ensine.
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Permalink Não sei o que faço com meus loucos dias e noites insones, tediosas. Onde tento encontrar palavras, mas onde encontrá-las agora ás quatro da madrugada em que me pego pensando em ti? Mais uma vez em ti? Ainda não consegui compreender a rapidez em que evaporaste da minha vida. Sim, evaporou, desapareceu, dissipou-se.Culpa minha, não nego. Logo tu, tão manso e feroz, tão sexual e sentimental. Como poderia te pedir pra ficar? Ou fazer com que tu quisesses ficar? Logo eu, tão insensível e delicada, tão independente e anti-amores.Não poderia te fazer ficar, tu sempre me pos em primeiro lugar, se importou, me cuidou, se entregou, me amou, como nunca tinha amado antes. E te megoei, me feri. Culpa tua, não nega. Me colocou nun pedestal, fez de mim uma santa que não sou e se feriu, me magoou. - Me amas?- tu perguntavas- Não, não te amo – eu respondia.Era tudo mentira garoto, todos os não que te falei, era tudo farsa, acredita: Te amei além do possível. Te amei, te amo. Deixei tu escapar, te perdi entre os meus dedos, pra não me perder dentro do teu amor. Mas quando quis finelmente te prender dentro do meu coração, tarde demais.. Tu já estavas fora do meu alcance.  Perdoa garoto, mas só eu sei a falta que faz teu corpo sarado e suado em cima do meu. Só eu sei a falta que faz teu amor, tua voz cantando pra mim nas noites frias, teu cheiro de homem maduro, garoto. Faz falta tuas caricias, teus elogios, teu sexo selvagem.Ainda desejo tuas pernas grossas nas minhas, ainda desejo a gente de conchinha.
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Permalink Nos teus olhos faíscam intrigas e no por trás delas existem medos que só  eu vejo. Medos estes que tu combates com teu jeito louco, desregrado e  irresponsável com tudo e todos. Uma vida de excessos, sem freios, sem  amarras. Uma vida assim, sedenta de vida, de repente tropeça na minha,  pisoteia, faz bagunça e, por incrível que pareça, tenta fazer moradia.  Tanto movimento que sossega num colo meu que eu nem sabia que tinha, e  que agora parece ser do tamanho do mundo. Meu mundo, teu mundo. Nosso  mundo? É um intervalo de tempo e eu nem sei contar quantas horas duram,  porque tudo se encaixa num suspiro gigante que nos absorve e nos deixa  assim: flutuando, numa leve embriaguez do simples estar juntos. Mas não,  uma alma livre como a tua não se prende. É a regra, não é? E com dons  de artista e uma frieza que parece calculada vejo as tentativas que tu  fazes pra me afastar de ti. Veja bem, quase consegue, não fosse o fato  de que tu voltas sempre atrás, e os olhos de faísca agressiva agora têm  ares de ternura doce de menino pedindo pra ficar mais um pouquinho. E eu  deixo, sempre deixo. Mas hoje não, chega de tanto movimento, tanta  insenstez junta já perdeu a graça, veio, fez história, marcou: prazo de  validade vencido. Já acumulei alguns poucos tombos de experiência que me  fazem não querer mais essa caçada eterna. Até que é bonitinha, mas uma  hora cansa. E então, me surpreendo quando tu colocas meu braço em volta  do teu corpo e me pede, com olhos faiscantes de incerteza, dúvida e medo  (que agora tu deixas transparecer e me fazem arrepiar… como tu podes te  abrir assim?) pra que eu te ensine, pra que eu te ajude a colocar  rédeas e freios em tanta velocidade, porque tu gostas tanto de calafrios  na espinha, mas viu que estes nada são sem meu pé gelado no final da  noite pra se esquentar no teu. E então eu fecho os olhos tentando fazer  com que as faíscas não me ceguem, e me vejo assim: soltanto as rédeas,  pegando com as mãos nuas nas crinas de um cavalo selvagem e correndo de  olhos fechados e sorriso no rosto em direção ao precipício numa  velocidade que quase beira insensatez.
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Permalink Então desculpa, amor, quando te falo, te xingo, te brigo, te beijo, te  aconchego, te amo tanto, não te preocupa não, lindo, tô só brincando de  casinha contigo. Nada disso é real, e a cada tic tac do relógio, todo  cenário pode mudar. Mas enquanto não muda, deixa eu fazer biquinho,  deixa eu bater o pé, deixa eu puxar teu cabelo, só não deixa eu doer de  saudades.